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Desenvolvedores da Solana consideram regras comuns para o protocolo a fim de reduzir conflitos de software

Solana developers propose major overhaul to address hidden risk that could disrupt its network

CryptoSlate

Desenvolvedores da Solana consideram criar uma especificação oficial do protocolo para melhorar a confiabilidade e a manutenção de softwares de validadores desenvolvidos de forma independente. Brennan Watt, CEO da empresa de engenharia de blockchain Anza, publicou a proposta em 30 de outubro. A Anza desenvolve o Agave, um dos principais programas de software para operar a Solana. Watt propõe reunir os requisitos de processamento de transações, validação de blocos e consenso em uma única especificação oficial.

A Solana está incorporando softwares de validadores desenvolvidos de forma independente, incluindo o Firedancer, criado pela firma de trading Jump Crypto. Validadores são computadores que verificam transações e contribuem para a segurança da blockchain. Toda implementação de validador precisa obedecer às mesmas regras fundamentais para que a rede mantenha o consenso. Interpretações diferentes poderiam produzir resultados distintos para transações idênticas, criando potencialmente visões incompatíveis da blockchain e enfraquecendo a confiabilidade da rede.

Atualmente, a Solana usa os Documentos de Melhoria da Solana (SIMDs) para propor mudanças no protocolo. Cada SIMD descreve atualizações específicas, mas não há uma referência oficial que reúna todas as regras operacionais da rede. Por isso, às vezes os desenvolvedores inspecionam o código de validadores existentes ou reconstituem decisões sobre atualizações anteriores para determinar quais regras estão em vigor. Watt argumenta que o processo de desenvolvimento cria dificuldades desnecessárias para equipes independentes que tentam estabelecer o comportamento previsto para a Solana. Watt disse que essa abordagem pode duplicar descrições de comportamentos existentes ou gerar inconsistências. Ele também disse que a abordagem dificulta identificar todos os componentes do protocolo que seriam afetados por uma atualização.

A proposta manteria as discussões sobre possíveis atualizações nos SIMDs, mas exigiria que mudanças técnicas formais fossem apresentadas como emendas à especificação compartilhada. Cada emenda detalharia os efeitos sobre transações, comunicações entre participantes da rede, consenso e outras funções pertinentes. A revisão técnica e eventuais aprovações necessárias de governança precederiam a incorporação à especificação oficial quando a mudança fosse ativada na rede principal (Mainnet) da Solana. As equipes que desenvolvem o Agave, o Firedancer e futuros softwares de validadores poderiam então seguir requisitos documentados em comum, em vez de consultar principalmente o código de outra implementação. Um padrão comum de testes poderia ajudar desenvolvedores a investigar resultados divergentes entre validadores e determinar qual implementação precisa ser corrigida.

Watt publicou uma versão preliminar da especificação que aborda 18 áreas operacionais, incluindo processamento de transações, comunicações entre participantes da rede, consenso, taxas e recompensas de validadores. No entanto, a versão preliminar abrange apenas um período histórico definido da blockchain da Solana e pressupõe que os desenvolvedores comecem com um estado da rede já considerado confiável. Ainda é necessário trabalhar para incorporar atualizações posteriores e estabelecer a compatibilidade contínua entre as implementações. A proposta continua em análise, com questões em aberto sobre governança, implementação e se regras compartilhadas podem evitar conflitos de software.

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