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Resumo: Castellana defende mecanismos de contestação para pagamentos por IA; HSBC lança stablecoin
Crypto Long & Short: What happens when an AI agent pays for the wrong thing

CoinDesk

Albert Castellana, cofundador e CEO da GenLayer Labs, argumenta que pagamentos por IA precisam de mecanismos programáveis de contestação junto com dinheiro programável. Castellana diz que a liquidação em blockchain comprova que os fundos foram transferidos, não que as informações eram precisas, que um serviço foi prestado ou que as obrigações contratuais foram cumpridas. Castellana argumenta que a falta de um mecanismo padrão de contestação no x402 se torna mais relevante quando softwares fazem compras sem monitorar extratos de conta ou apresentar reclamações.
A Linux Foundation ativou a x402 Foundation em julho para supervisionar um padrão para pagamentos online feitos por agentes de IA. Visa, Mastercard e American Express integram a categoria de governança premier, composta por 17 membros. Assim, as operadoras de cartão ajudam a supervisionar um padrão sem um procedimento padronizado de contestação. A Mastercard disse no lançamento que pagamentos nativos da internet exigiriam segurança, confiança e interoperabilidade comparáveis às do comércio digital existente.
Os Estados Unidos estabeleceram em 1974, por meio do Fair Credit Billing Act, o direito legal de contestar cobranças em cartões de crédito. Castellana argumenta que essa proteção ajudou os consumidores a se sentirem confortáveis para comprar de vendedores online desconhecidos. Um pagamento em stablecoin liquidado on-chain não oferece nem um emissor a quem recorrer nem um procedimento de estorno pela rede. O protocolo x402 também permite pagamentos com cartão, que mantêm as proteções dos cartões. No entanto, Base e Solana representam 97% das transações x402 observadas, e os pagamentos em stablecoin nessas redes são definitivos.
Castellana considera razoável a decisão de não incluir mecanismos de contestação quando a Coinbase lançou o x402, em maio de 2025, e a adoção ainda era limitada. Os pagamentos podem ser concluídos em centenas de milissegundos, a um custo inferior a um centavo, permitindo micropagamentos em escala de máquinas. Castellana argumenta que as proteções tradicionais dos cartões pressupõem que uma pessoa detectará e comunicará um problema, enquanto softwares compradores não analisam extratos.
Pesquisadores do Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Lausanne e da Universidade de Zhejiang publicaram em julho o primeiro estudo sistemático de segurança sobre implantações operacionais do x402. Os pesquisadores examinaram 15 facilitadores, intermediários que validam pagamentos e os enviam à blockchain. Todos violaram pelo menos uma das oito regras de segurança dos pesquisadores. No fim de 2025, quase 2% das tentativas de liquidação na Base foram revertidas, o equivalente a cerca de 1,9 milhão de pagamentos.
Os sete kits oficiais de referência para vendedores da Coinbase não oferecem mecanismo para reverter uma ação do servidor após uma falha na liquidação do pagamento. O kit Flask até a versão 0.2.1 fornece os bens após validar a prova de pagamento, sem aguardar a confirmação da liquidação. Uma falha posterior na liquidação deixa o vendedor sem receber, apesar de ter entregue os bens. Castellana argumenta que o problema mais profundo é a divergência entre pagamento, entrega e liquidação, inclusive quando compras incorretas, incompletas ou inutilizáveis são pagas com sucesso.
Castellana diz que um sistema de contestação nativo para máquinas precisa definir quem arca com as perdas, quem julga a entrega, os prazos para reclamações e as provas aceitáveis. Castellana argumenta que transações no valor de um décimo de centavo não comportam advogados e, em geral, não justificam intervenção humana. Castellana diz que a atividade de pagamentos por agentes ainda é pequena o suficiente para que perdas em um mês ruim sejam administráveis. Castellana argumenta que os membros da categoria premier da fundação detêm a maior parte do conhecimento institucional do mundo sobre custos e benefícios de sistemas de contestação. Castellana questiona se essas empresas construirão uma alternativa nativa para máquinas antes que perdas crescentes as obriguem a agir.
O HSBC lançou a RedCoin, sua primeira stablecoin, pelo aplicativo de consumo PayMe. A stablecoin atrelada ao dólar de Hong Kong permite que mais de 3,3 milhões de usuários transfiram dinheiro e façam pagamentos em mais de 100.000 estabelecimentos. O HSBC planeja adicionar investimentos tokenizados em seguida.
O resumo também aborda a expansão do JPM Coin, token que representa depósitos em dólar, pelo JPMorgan para clientes institucionais na Ethereum, além da Base e da rede privada Kinexys, que processa mais de US$ 7 bilhões por dia; a emissão, pelo Office of the Comptroller of the Currency, da primeira regra final que implementa o GENIUS Act, com a afirmação de que os programas existentes de recompensas em stablecoins não recebem proteção automática e serão avaliados individualmente após 18 de janeiro, quando a regra entrará em vigor; o pedido da BlackRock para lançar o iShares Bitcoin Managed Protect ETF, que propõe retornos vinculados ao bitcoin e proteção contra perdas com limites, sem divulgar nenhum deles; a recusa de mais seis empresas em participar da plataforma planejada de ações tokenizadas da OKXICE, entre elas Wells Fargo, Cisco e Marvell, elevando para 22 as objeções divulgadas e criando um obstáculo inicial sob o novo marco da SEC; e a atividade estável da Hyperliquid, com o HYPE perto de US$ 77,6 e o volume diário de futuros perpétuos próximo de US$ 8 bilhões, enquanto uma possível atividade nos Estados Unidos poderá ocorrer por meio do plano da Payward, controladora da Kraken, de se tornar a primeira operadora de uma variante permissionada do HIP-3 regulada pela CFTC, com a Bitnomial operando os mercados, sujeitos a aprovação.
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